As especulações sobre uma possível renúncia do prefeito Tomazini (PL) em São Bento do Sul ganham força nos bastidores políticos, com alguns setores interpretando tal ato como um gesto de dignidade diante do desgaste político da administração municipal. O assunto é tema recorrente nas conversas pela cidade, refletindo um clima de insatisfação com a gestão atual. A influência de figuras como a chefe de Gabinete, Suzana Teles, nas decisões administrativas é frequentemente apontada, com seu nome sendo cogitado para futuras disputas eleitorais, como a prefeitura em 2028. Paralelamente, comentários indicam que a primeira-dama Monica também exerceria influência em determinadas decisões, inclusive delegando tarefas à chefe de gabinete, evidenciando uma complexa teia de poder nos corredores da Prefeitura.
Outro ponto de atenção nos cenários políticos locais é o posicionamento de Luiz Neri, o Magrão, que parece se distanciar de certas ações do gabinete, levantando questionamentos sobre se tal atitude é uma estratégia política calculada ou um posicionamento pessoal. A disputa pelo comando da Fundação Cultural também promete novos capítulos, com nomes sendo ventilados, alguns com supostas ligações diretas com o gabinete. Adicionalmente, há relatos de descontentamento em cargos de confiança com candidatos apresentados pelo PL em São Bento do Sul, indicando que a orientação partidária nem sempre se alinha com a afinidade política necessária para a governabilidade.
Obras de infraestrutura como a Avenida São Bento, Mathias Nossol e Estrada Cruzeiro, apresentadas como vitrines da gestão, enfrentam críticas de moradores e usuários, que não compartilham da mesma visão otimista do governo sobre a conclusão e o impacto dessas obras. Em paralelo, a recente festa de 153 anos em São Bento do Sul, realizada na Promosul, registrou um movimento abaixo do esperado por observadores, possivelmente devido à falha na divulgação, enquanto a Festa do Macarrão, em Serra Alta, foi elogiada pelo público. A visita de figuras políticas como Carol De Toni e Carlos Bolsonaro à cidade, recebidos por filiados e comissionados, sinaliza a importância do município no cenário eleitoral.
O cenário político regional também é agitado. Em Papanduva, discussões sobre o "noivado" entre PL e MDB apontam para divergências quanto a espaço e participação no governo municipal, com o presidente do PL local cobrando maior protagonismo. O prefeito Tafarel e o vice Cleitinho enfrentam o desafio de administrar essas diferenças internas. Em Monte Castelo, o prefeito Sirineu Ratochinski apoia candidaturas distintas das do vice Leandro Cunha, demonstrando alinhamentos eleitorais divergentes. Em Santa Terezinha, a prefeita Valquíria Schwarz optou por apoiar Jorginho Mello, mesmo pertencendo ao PSD de João Rodrigues, uma decisão que levanta questões sobre a cobrança de promessas de campanha e a aplicação de recursos públicos, ressaltando que a cidade não obteve benefícios "de graça".


