O deputado federal Zé Trovão (PL) protagonizou um episódio de desgaste político durante sua recente passagem por São Bento do Sul, ao atacar o vice-prefeito Dr. Tirso (União Brasil) durante participação em um podcast local. A ação gerou repercussão negativa nos bastidores, constrangendo aliados e evidenciando, segundo avaliações, um "despreparo para o debate público" e uma "dificuldade em compreender a realidade política do Planalto Norte".
Ao direcionar suas críticas ao Dr. Tirso, o parlamentar mirou em uma figura de respeito na cidade: um médico cardiologista atuante na linha de frente da saúde pública e hospitalar, integrando a equipe da UTI do Hospital e Maternidade Sagrada Família. Além de sua atuação profissional, Dr. Tirso é uma liderança política central no grupo que elegeu o prefeito Dr. Tomazini, consolidando sua influência no município.
A postura de Zé Trovão foi interpretada como uma confusão entre "barulho e liderança" e "agressividade e força política". Em vez de apresentar propostas ou buscar construir pontes, o deputado optou por um ataque direto a um nome com credibilidade e reconhecimento popular. O resultado, segundo observadores, foi uma crítica desproporcional e desconectada do peso institucional de seu alvo, soando "descontrolado" e "desconectado da realidade".
O incidente colocou em saia justa o prefeito Dr. Tomazini e o vereador Marcelo Quost (PL), ambos aliados de Zé Trovão, expondo um constrangimento público dentro do próprio campo político. A pergunta que paira nos bastidores é como um deputado que busca fortalecer sua base na região escolhe criar atrito com uma das principais lideranças locais. A estratégia parece ter surtido efeito contrário ao pretendido, com a impressão de "destempero e desorientação" prevalecendo sobre qualquer ganho político.
Nos círculos políticos, a avaliação é de que Zé Trovão agravou sua situação em uma região onde já enfrenta dificuldades para consolidar sua base eleitoral. A atitude pode ampliar a rejeição entre lideranças, apoiadores e eleitores que valorizam o trabalho e a relação direta com a comunidade, em detrimento de ataques gratuitos. Em um cenário eleitoral competitivo no Planalto Norte, com nomes como a vereadora Terezinha Dybas (PSD), o ex-deputado Silvio Dreveck, e articulações do MDB e Progressistas, a "aventura" e "bravata" de Zé Trovão em São Bento do Sul é vista como um "erro político primário", "burro do ponto de vista eleitoral", que em vez de abrir portas, as fechou, e em vez de conquistar respeito, produziu rejeição.

